sexta-feira, 5 de maio de 2017

Tutankamon

Quem foi Tutankamon, biografia do faraó, tesouros, morte, maldição, Egito, fotos

Tutankamon, também conhecido como o “Faraó Menino”, nasceu em 1.346 a.C. e morreu, aos 19 anos de idade, em 1.327 a.C. Foi faraó do Egito Antigo entre os anos de 1.336 a.C. e 1.327 a.C. Era filho do faraó Akhenaton. 
 
Vida e morte 

Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutankamon. Foi o último faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo, levou a capital do Egito para Memphis e retomou o politeísmo, que havia sido abandonado pelo pai Akhenaton. Foi também o responsável por reformar e reconstruir os templos de Amon.
 
Sabe-se que morreu de forma traumática ainda na adolescência. Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na cabeça. Esta hipótese é sustentava, pois o crânio da múmia do faraó apresenta uma perfuração
Porém, estudos mais recentes e avançados (inclusive de DNA) efetuados na múmia do faraó menino revelaram que a causa mais provável de sua morte tenha sido a malária. Estes estudos mostraram também que Tutankamon era portador de uma doença conhecida como Köhler-Freiberg, que provoca inflamação em cartilagens e ossos dos pés. Um dos pés da múmia do faraó apresenta necrose, provavelmente causada pela má circulação sanguínea provocada pela doença. Logo, essa conjugação de doenças pode ter levado o faraó a morte.

Tesouros de Tutankamon 

A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon também estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de ouro maciço. 

Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças (tesouros). Entre os objetos estavam joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.
A maldição de Tutankamon
Durante a escavação da tumba de Tutankamon, alguns trabalhadores da equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da Maldição do Faraó. Na parede da pirâmide foi encontrada uma inscrição que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó. Porém, verificou-se depois que algumas pessoas haviam morrido após ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da pirâmide.
 Curiosidades:
  Pesquisadores divulgaram, em junho de 2016, que um punhal encontrado na tumba de Tutankamon tem em sua composição um metal extraterrestre, com grande quantidade de cobalto e níquel. De acordo com os cientistas, o metal chegou ao nosso planeta através de um meteorito.
 
- Estudo divulgado por arqueólogos e cientistas, em 2010, apontam para a provável causa da morte de Tutankamon: infecção óssea e malária.

Nero

Biografia de Nero, imperador romano, incêndio em Roma, administração do Império Romano, perseguição aos cristãos, suicídio de Nero, conquistas romanas, frases

Quem foi 

Nero foi um imperador romano do ano de 54 a 68 da era cristã. Até hoje é uma das figuras históricas mais polêmicas de todos os tempos. Seu nome completo era Nero Cláudio Augusto Germânico. Nasceu na cidade de Anzio (na atual Itália) no dia 15 de dezembro de 37.
 
Biografia e vida política 
 
Nero tornou-se imperador romano em 13 de outubro de 54, numa época de grande esplendor do Império Romano. Nos cinco primeiros anos de seu governo, Nero mostrou-se um bom administrador. Na política, usou a violência e as armas para combater e eliminar as revoltas que aconteciam em algumas províncias do império.
 
No tocante às guerras de expansão, Nero demonstrou pouco interesse. De acordo com os historiadores da antiguidade, empreendeu apenas algumas incursões militares na região da atual Armênia.
Suas decisões políticas, militares e econômicas eram fortemente influenciadas por algumas figuras próximas. Entre elas, podemos citar sua mãe, Agripina, e seu tutor, Lucio Sêneca.
 
O que mais marcou a história de Nero foi o caso do incêndio que destruiu parte da cidade de Roma, no ano de 64. Porém, de acordo com alguns historiadores, não é certa a responsabilidade de Nero pelo incidente. O imperador estava em Anzio no momento do incidente e retornou à Roma ao saber do incêndio. Os que apontam Nero como culpado baseiam-se nos relatos de Tácito. Este afirma que havia rumores de que Nero ficou cantando e tocando lira enquanto a cidade queimava.
 
O fato é que Nero culpou e ordenou perseguição aos cristãos, acusados por ele de serem os responsáveis pelo incêndio. Muitos foram capturados e jogados no Coliseu para serem devorados pelas feras. 
 
Além deste episódio, outros colaboraram para a fama de imperador violento e desequilibrado. No ano de 55, Nero matou o filho do ex-imperador Cláudio. Em 59, ordenou o assassinato de sua mãe Agripina.
 
Nero se suicidou em Roma, no dia 6 de junho de 68, colocando fim a dinastia Julio-Claudiana.
 Nero: um dos imperadores mais polêmicos do Império Romano
Frases de Nero:
 
- "Está tarde demais. Isto é o fim." (frase pronunciada antes de morrer)."
 
- "Que grande artista morre comigo!." 
 
- "Finalmente posso viver como um ser humano."]

Marco Antônio

Quem foi Marco Antônio, nome completo, nascimento e morte, realizações, Império Romano, História, Roma Antiga

Nome Completo 

Marco Antônio (em latim: Marcus Antonius)

Quem foi

Marco Antônio foi um importante político e militar romano no período final da República Romana. Exerceu o cargo de general do Império Romano, participando de várias campanhas militares. Assumiu o controle do Egito na época em que Otávio Augusto era imperador. Se casou com a rainha egípcia Cleópatra e entrou em conflito com o imperador romano. O casal foi vencido por Otávio na Batalha de Áccio. Após a derrota e a conquista romana de Alexandria, Marco Antônio e Cleópatra se suicidaram em 30 a.C.
 
Nascimento

Marco Antônio nasceu na cidade de Roma (atual Itália) em 10 de setembro de 83 a.C.
Morte
Marco Antônio: importante general romano na fase final da República
Marco Antônio morreu na cidade de Alexandria (Egito) em 1 de setembro de 30 a.C.
 
Guerras e Batalhas que participou

- Campanha da Judéia

- Guerras da Gália

- Segunda Guerra Civil de Roma
- Guerra de Módena
- Batalha de Filipos
- Terceira Guerra Civil
- Batalha de Áccio

Júlio César

Biografia de Júlio César, conquistas militares, importância para a formação do Império Romano

Quem foi 

 
Caio Júlio César (nome real de Gaius Julius Caesar) foi um militar e governante romano no período de transição no final do período republicano da história de Roma Antiga. Nasceu em Roma em 13 de julho de 100 a.C e faleceu em 15 de março de 44 a.C no mesmo local de nascimento. 


Pertencente a dinastia Julio-Claudiana, Júlio César teve um papel fundamental na passagem da República para o Império Romano. Durante o seu governo (outubro de 49 a.C a 15 de março de 44 a.C) fez grandes conquistas militares para Roma. 
Biografia e conquistas militares

Júlio César: importante ditador romano do final do República
- Em 82 a.C, escapou das perseguições impostas pelo ditador romano Sila;
 
- De 81 a.C. a 79 a.C. prestou serviço militar em regiões da Ásia e Sicília;
 
- Na década de 70 a.C. atuou como advogado;
 
- Em 69 a.C. assumiu o cargo de questor do Império Romano na região da Hispânia;
 
- Em 65 a.C assumiu o cargo de edis curuis;
 
- Em 63 a.C. foi eleito pontifex maximus e pretor urbano;
 
- Em 58 a.C. , comanda, com vitória, as tropas romanas na Gália na Batalha de Bribacte;
 
- Em 52 a.C. comanda o exército romano na Gália na campanha vitoriosa na campanha da Batalha de Alésia;
 
- Em 48 a.C. derrotou Pompeu na Grécia e tornou-se ditador romano;
 
- Em 47 a.C. comanda o exército romano na Campanha Militar no Egito. Neste mesmo ano conheceu Cleópatra;
 
- Sai vitorioso, em 46 a.C. , durante a campanha militar no norte da África;
 
- Em 15 de março de 44 a.C. foi assassinado por Brutus, após uma conspiração do Senado Romano.

História de Roma Antiga e o Império Romano

República Romana, expansionismo da Roma Antiga, crise na República, Império Romano Guerras Púnicas, gladiadores, decadência do Império Romano, mitologia romanaIntrodução

A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.
 
Origem de Roma: explicação mitológica

Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.
Origens de Roma: explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C. a 509 a.C.)

De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Na região, se desenvolveu uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.

A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.
 
República Romana (509 a.C. a 27 a.C.)

Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.  

Em 367 a.C., foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).
 
Formação e Expansão do Império Romano

Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Aníbal, nas Guerras Púnicas (século III a.C.). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum (Nosso Mar).

Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.
 
Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.
 
Principais imperadores romanos: Augusto (27 a.C. - 14 d.C.), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).
 
Luta de gladiadores:
pão e circo
Pão e Circo 

Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer, aos romanos, alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.


Cultura Romana

A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.

Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais aonde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.

A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.
 
Religião Romana 

Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Grande parte dos deuses romanos foi retirada do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.

Principais deuses romanos: Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.
 
Crise e decadência do Império Romano

Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. 
 
Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.
 
Legado Romano

 
Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura

Nenhum comentário:

Postar um comentário